segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Falta...saudade...familia...amigos

Hoje acordei com saudade de minha avó.
O dia estava meio cinzento, com pequenos espaços entre nuvens deixando passar poucos raios de sol e a cozinha aqui de casa, perto de uma area gramada, estava perfumada pelo ar verde e bucólico desta segunda feira.
Fiz um café com pouco açúcar, acendi o forno para fazer torradas e senti um cheiro de papel queimado que veio a me lembrar fogão a lenha. Neste momento veio a minha mente uma cena de uma senhora simpática, de vestido florido e leve, com um pequeno sorriso no rosto a beira de um fogão a lenha vermelho, no centro de uma cozinha grande com mesa de madeira, bolinhos de chuva e polvilho em cima da mesma, e um buli cheio de café em cima da pia esperando todos os que acordavam naquela casa com varandas fartas e telhas coloniais.
O cheiro de chão molhado veio muito nítido ao meu olfato e por um segundo, enquanto olhava o pó de café vira liquido, me esqueci de onde estava e senti todo o prazer deste momento inundar minha mente.
Depois de acabar o café. sentar sozinho pra degustar as torradas e meu café notei o local que estava, e uma saudade de uma avó que nunca conheci veio tomar meu peito.
Saudade que acho traduzir uma falta cotidiana de pessoas familiares que não estão por perto, de amigos e amores que não vejo a um bom tempo. Falta...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

...caminhos delirantes, decisões irrelevantes!

E em um ar de surpresa:
-Sente?
Espantado ele diz:
- O que meu amigo?
Ainda em devaneio, com os olhos fechados, lhe responde:
- Percebe com cuidado!Olha...
Franzindo ligeiramente a testa e com um olhar ao leo:
-Como?Não o entendo!
Um meio sorriso espalha-se por sua face
O outro até começa a se arriscar a fechar os olhos, mas reage:
-Deixe disso!Anda passando dos limites ultimamente!
- Tenho medo as vezes de seus devaneios!Vamos!Segue em frente comigo!Abra os olhos!
O meio sorriso se abre completamente agora, seus dentes amarelados aparecem ligeiramente entre os labios.E como se viesse do infinito uma pequena gota de chuva cai em suas mãos pouco fechadas.E abrindo vagarosamente os olhos, vira pra seu companheiro, olhando com decepção e um pouco de dó:
-Você não consegue sentir né?!A gota que acaba de cair em minha mão traz uma mensagem celestial! E você simplesmente ignora todos os sinais que o mundo lhe dá! Você simplesmente passa por esse mundo, você não o vive!
Agora, com uma cara maior ainda de espanto:
-Não consigo mais acompanha-lo!Pra mim chega!Cansei disso!Vou descer aqui!
Então ele simplesmente dá um passo para o lado e salta de sua nuvem, põe os pés no chão quente de asfalto e segue sem rumo!
Disse o amigo:
- Não pense em voltar!A partir de agora seguirei outro rumo!Viverei o que sempre quis!
A passos largos deu um rumo a sua caminhada, e sentia um leve vento em seu pescoço.
Embaixo o amigo caminhava na mesma direção sobre a sombra de sua nuvem.




sexta-feira, 7 de novembro de 2008

..minuto fugaz...

Começo a perceber o meu pensar ao início do dia.
Logo, percebo que o dia já recomeçou e nem mesmo o vi passar por mim.
Alguns dias após e vejo que já se faz um mês desde aquele momento.
Como a uma brisa silenciosa a passar por entre as folhas da árvore que me debruço agora sinto e vejo que já estou no fim de mais um ano público.
O que pensei a dias atrás faz parte agora de novos escritos que vou guardar na estante.
Guardado entre os vários que lá já se encontram.
Porém, ao reler alguns deles noto a falta de um pequeno detalhe, um humilde ponto final...